Carícias

Bizarras peças te ocultavam:
Exóticas, imensas, disformes,
Estranhas em sua funcionalidade…

E lá estavas, seminua,
Contrastes de beleza e sofrimento,
Teu corpo confessando as lides do amor.

É cedo… é tarde… é, apenas, agora.
Ali, o tempo se eternizava,
Confundindo noites e dias,
Incontáveis horas… sempre iguais.

Bebidas, mulheres, cigarro, algazarra,
Um bar indiscreto.

O som, sem sentido, as luzes difusas,
As falas vazias, vadias…

Você ao meu lado,
Levando-me aos labirintos sem sentido, do prazer.

Que se busca nas alcovas traiçoeiras,
Senão enredar-se em carícias
Descompromissadas, efêmeras,
Alucinadas, inconseqüentes ?

Apenas fugir, talvez…

Apenas carinhos,
Sensação desconhecida, sempre…

Loucura de se escapar da Vida,
Mesmo que só por um instante,
Por um só e um fatal momento !

Você, misteriosa e única,
Ainda que presente
em todos os leitos de amor…

por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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