Lago Doce

Ruídos, chilreios, chiados…
Lembranças de minha infância…
Cigarras, algazarras…
A brisa… calmaria…

De minhas mãos,
Sementes ao vento… no mato…
À beira d’água… nuvem de fertilidade !
A água fétida, barrenta, os insetos…
O pleno sol de meio-dia…
Harmonia…

Angustiados tempos lá-se-foram
No distante esquecimento,
Profunda paz projetada
Em minha solidão…

Como apartar-me dessas recônditas sonoridades
Trazidas do passado,
Presentes na imensidão vazia
Desse pequeno e infindado universo ?

Calo-me, enternecido e só…

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por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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