MEU RUBI

Rosas-vermelhas-imagem-4Existem momentos inesquecíveis em nossas vidas, quando o mundo parece ter amanhecido apenas para nós, em que as flores se mostram mais belas, e o sol brilha com cores que somente nós podemos perceber. Para mim, esse momento aconteceu em um dia como hoje, há 40 anos, quando levei o meu amor para compartilhar a vida ao meu lado.

Era uma pequena capela, entre sete, em um bosque no Morro de São Bento. Ela estava deslumbrante, com aquele brilho que inunda a vida de alegria e admiração. Eu perdi a noção do tempo e das coisas, e meus olhos só viam aquela pequena menina que conquistou meu coração para sempre. MORY é o seu nome!

Lembro-me de um tempo mais distante, em que despertei para essa preciosa criatura, que modificou a minha vida para sempre. Já se passaram 47 anos… ela fazia as aulas se tornarem mais interessantes, a própria vida vibrando intensa naquela pequena criatura. E para mim ela reservou uma frase singela: “Para seu caderno, o meu nome; para você, toda minha sincera amizade!” (06 de outubro de 1966)

Mory, minha linda japonesinha, minha Tyo-Tyo-San, amor eterno que se fez presente nas mais importantes cenas de minha vida! Mory, a quem dediquei tudo que fiz de bom nesta vida!

Hoje completamos nossas Bodas de Rubi (ou de Esmeralda)!

O tempo passou depressa demais para nós, e as adversidades nos afastaram algumas vezes, cruelmente esmaecendo aquele sentimento sublime e eterno. Porém, o amor que jurei tantas vezes prevaleceu e nos conservou unidos por aquela “sincera amizade” que recebi pelas suas doces palavras, e que se gravaram para sempre em meu coração.

Mory, minha doce menina, amor de minha vida, mãe dedicada que me deu dois maravilhosos presentes, Luciana e Mônica, que iluminaram meu caminho e me trouxeram essas crianças encantadoras que, hoje, são a razão de meu viver: Nícolas e Eduardo!

Nada disso teria acontecido se, há 47 anos, minha querida Mory não tivesse escrito palavras tão doces e tão singelas… sim, pequenos detalhes transformam para sempre nossas vidas! Por isso, é essencial que esses sentimentos se manifestem no momento em que inundam nosso ser…

Obrigado, minha querida Mory, por existir, por compartilhar comigo sua vida, por ser tão encantadora e por me amar, como eu te amo! Que nosso amor seja eterno!

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por João Carlos Figueiredo Postado em Crônica

Mensagem de Fim de Ano

Jardim de Maitreia - Chapada dos Veadeiros, Goiás

Jardim de Maitreia – Chapada dos Veadeiros, Goiás

Já nem me lembro de quantas vezes estive nessa região mística e encantadora… mas lá encontro a paz com que sempre sonhei, longe dos homens e de suas maldades. Porém, não consegui me estabelecer por lá, apesar de minha imensa vontade de viver mais simples, sem luxos, sem supérfluos, sem as ambições e contradições que a sociedade nos impõe…

Agora, chega mais um fim de ano, e as promessas e os votos de Paz, Amor, Fraternidade, estão presentes nas palavras vazias de um mundo que não tem mais jeito… as palavras não saem do coração… E nos iludimos com essas falsas promessas e até nos redimimos de nossos erros e de nossa tremenda omissão, como se deixássemos de ser os veículos do mal desse planeta.

Infelizmente, não é verdade… ainda que esses desejos fossem sinceros, pensamentos e palavras não movem o mundo, e logo um novo ciclo se inicia, sem que nada tenha transformado a essência de cada ser que habita esse pequeno universo chamado TERRA. Seguimos o mesmo caminho de erros, de desperdício, de ausência de qualquer sentimento que possa minimizar as terríveis diferenças que existem entre o discurso dos líderes e a VERDADE que separa ricos de pobres, poderosos dos humildes, tiranos de líderes verdadeiros. O mundo que conhecemos é injusto e desigual, como sempre.

De que adiantam, então, as promessas, as religiões, as nobres causas que defendemos, se a cada dia estamos mais perto do abismo intransponível que sucumbirá a nossa Civilização, como já ocorreu tantas vezes na História da Humanidade? Somos tão somente o pó do deserto, que os ventos espalham pela planície, completamente indiferenciados da paisagem que nos cerca…

Então, não façamos promessas vãs… não joguemos palavras ao vento… não desperdicemos o tempo na ilusão de que “dizer” é melhor do que “fazer”, pois a simples manifestação de desejos frágeis jamais os tornará realidade. Vamos assumir nossa verdadeira personalidade: injusta, cruel, desumana, egoísta, arrogante e prepotente, sabendo que caminhamos para a extinção como todas as civilizações que nos antecederam e desapareceram sem deixar senão vestígios de seu poder e de sua arrogância. O futuro não será diferente…

Talvez, um dia, uma tremenda catástrofe varra os homens da face da Terra, e nem o dinheiro, nem o poder, nem a vaidade, nem a ganância que caracterizam esse presente que tentamos tornar mais digno do que, de fato, é, nos salvará e nos redimirá dos males que causamos, não apenas a nossos semelhantes, mas a todos os seres vivos desse imenso paraíso que queremos ver destruído e transformado pela ambição de nos acreditarmos ser divinos…

Portanto, não desejo “Feliz Ano Novo” porque seria apenas mais uma hipocrisia…

por João Carlos Figueiredo Postado em Crônica