SUICÍDIO

Acabou… esvaiu-se em sangue… um regato viscoso serpenteia ao redor do corpo inerte até coagular-se num pequeno lago avermelhado, escuro, opaco. Seu último alento perdeu-se no vazio de sua não presença, alma que se esvai na eternidade do momento… aos poucos, a face rosada transmuta-se numa repugnante figura de cera, sem brilho, gélida, máscara mortal e fétida, penetrada por moscas e formigas, em busca do alimento pútrido e em decomposição… assim é a vida quando dela resta apenas o invólucro inútil, despojado do ser que o habitou… para onde terá ido a consciência, as experiências vividas, os sentimentos? Nada mais restou senão essa carcaça…

 

por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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