Tempo demais!

Busco os limites de meus infortúnios

Nos atos, nos pensamentos, nas palavras…

Na solidão que me cala e consente,

Na angústia de não ser presente…

 

Procuro, na vida que me resta,

Um motivo, uma razão, uma vontade

Que seja, para perseverar e crer…

Para prosseguir, mesmo contra a razão.

 

Porém, minhas mazelas são pequenas,

Meus limites são restritos, fracos…

Meus propósitos, mesquinhos,

Ao menos aos olhos da realidade…

 

E o caminho que percebo é enorme!

Tempo demais para percorrer,

Antes que o desejo se acabe,

Antes que o fim se alcance…

por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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