Devir

Não cobrem, de mim, coerência!

A Dialética é a arena dos conflitos ideológicos, de onde não surgirá a Verdade, mas infinitas possibilidades a alimentar novos debates. Assim é a Filosofia, desde Confúcio e Platão, a se manifestar, não em constatações definitivas, mas em questionamentos cada vez mais profundos e complexos, como a Vida a se declarar em nós.

Somos assim, seres incompreensíveis, cambaleantes e inseguros diante das dimensões eternas e derradeiras do Universo. Não sejamos, pois, tão seguros de nossas pobres convicções. Elas não sobreviverão, sequer, ao nosso próprio e limitado Tempo…

Não cobrem de mim a consistência dos pensamentos acabados, pois se nosso caminhar é finito e efêmero como o piscar de um relâmpago, a Consciência Cósmica evoluirá continuadamente em busca da Perfeição que, no entanto, jamais será alcançada…

Já lhes falei da Alma?

Änima, a energia sutil e discreta que diferencia o Ser da besta, a centelha de vida que nos convence, a cada instante, a perseverar, mesmo diante das derrotas, das injustiças, das frustrações, dos dissabores e dos conflitos irreconciliáveis da vida em si mesma?

Aquela pequenina chama a tremeluzir em nosso âmago, frágil e insegura, mas que nos preserva até o instante de nosso fatal desenlace, quando, por fim, retorna à Luz, infinita e incompreensível, que acreditamos existir e, por não ter nome nem forma, apenas reafirma nossas infundadas crenças na deidade e na fé…

Alma: incorruptível razão do vir a ser…

por João Carlos Figueiredo Postado em Ensaio

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