Sendas da Razão

Quem me conduz ? o Destino ? Seria apenas o acaso ?
Serei eu mesmo o condutor de minha vida ?
Entrego-me à sorte, como um barco à deriva…

Certa vez me perguntava se, mesmo fazendo escolhas, optando por caminhos nas muitas encruzilhadas, meu papel não seria, simplesmente, trilhar labirintos já formados, e se nos restaria, apenas, fazer as escolhas acertadas, para não nos defrontarmos com o Minotauro ao final desta jornada…

Assim, apenas por me sentir um pouco dono desse arbítrio, tomo certas decisões, procurando burlar a minha própria sina.

Salto do caminho, sem um propósito definido, apenas para retomá-lo mais além, procurando não deixar pistas nas picadas, iludindo-me do poder divino que, decerto, não o tenho, enganando-me das decisões que, na verdade, não tomei.

O que me conserva, então, a Vida, além de Baudelaire ?

Você, minha querida ! Pois, se a paixão existe – e isto posso assegurar-te – então, vale a pena viver, mesmo que somente em pensamento ! Poderia, assim, para concluir, dizer que te amo, e que, por isso, Existo !

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por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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