Quase nada

A tua presença me agride
Como os ponteiros de um relógio…
A me alertarem do tempo que se foi,
Sem deixar marcas, nem lembranças…

Apenas horas,
A se cobrirem do pó do esquecimento…

A tua ausência me ofende,
Dilacerando-me as vísceras,
Arrancadas por tua indiferença,
Sem cicatrizes nem feridas…

Apenas sangue,
A jorrar, aos borbotões,
A me cobrir da dor da Solidão…

Presença ausente,
Falas desprovidas de emoção.

Apenas Nada,
A preencher o Universo dos meus sonhos,
A recordar que a Vida permanece,
Reprise de um filme esmaecido,
Silenciosamente mudo…

Apenas cenas
Desconexas, sem sentido,
Angustiadamente assim…

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por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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