Palavras…


Sons impronunciados, ansiosos por uma vibração que lhes torne à vida!
Palavra, salta do papel em tua voz, em minha voz distante que não chegou aos seus ouvidos!
Diz a ela "Eu te amo!", mas diga-o com a mesma emoção que eu senti ao escrever-te!

Faz aqueles lindos olhos brilharem sensibilizados pela sinceridade que estampei ao grafar-te nesta mensagem…
Desperta da tinta a vida que havia em mim quando idealizei a sua imagem encantadora e, como se diante de mim, toca-a como a toquei suavemente com meus lábios carentes! Onde está aquele calor que te imprimi ao te fazer nascer em meus pensamentos que, agora, têm só um e único destino?

Chega-te aos seus olhos, como se o ouvido fosse, e segue-lhe até o coração, tocando-lhe a alma doce, como ela em mim permanece desde o dia em que a vi pela primeira vez…

Palavras… palavras… por que as tenho, se não as posso torná-las mensageiras de meus sentimentos?…

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por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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