Andrajos


Da ponta fina e sutil escorre meu pensamento:
Ora, em profunda tristeza, ora pleno em alegria.
Seria a tinta o humor, o sangue de nossas vidas?
Quem alterna o sentimento, da dor à melancolia?…
Quem da mão faz sua escrava, levando à mente a vontade,
Calando enfim o desejo, recompondo a harmonia?…
Seria, enfim, ao contrário, apenas por ironia,
Que a vida se originasse da folha em branco e vazia?
Assim, por mero capricho, rabisco essa poesia,
Que nada diz, na verdade, pois nada me restaria,
Senão silêncio e saudade, senão andrajos de amor…
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por João Carlos Figueiredo Postado em Poesia

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